Neste capítulo falaremos dos chamados mapas de objetivos ou mapas de desejos. Primeiro quis procurar uma imagem na internet, por exemplo "Top 100 coisas que devo fazer na vida", mas decidi não o fazer, e porquê — verás já a seguir.
Em resumo, trata-se de posters e banners com desejos e coisas a fazer. Nesses posters, feitos por alguma tipografia, aparecem apenas coisas totalmente aleatórias que ocorreram ao designer. Essa lista é sequer um "top"? Claro que não. Nessas listas não pode haver tops, porque cada um tem a sua vida, objetivos e desejos.
Claro que podes fazer a tua lista. Até deves. Eu tenho algumas metas escritas para 12–14 anos à frente, mas decerto não fiz nenhum top de desejos e coisas a fazer. O problema é que se alguma vez viste uma dessas listas e leste o que tinha, custar-te-á muito mais fazer uma lista a sério para ti. O teu cérebro vai tentar enganar-te: assim que começares a pensar na lista, vai distrair-te e colar-te itens da lista que viste. Podes mesmo "morder" algum e dizeres: "Um salto de paraquedas não é má ideia, vou acrescentar — tenho medo das alturas e devo enfrentar os medos". E provavelmente acrescentas. Assim o autor do poster impôs-te a ideia dele em vez de pensares tu que coisas queres fazer — não o autor. Quanto aos medos, é verdade que é melhor enfrentá-los, mas há que enfrentar todos? Isso é outra história e falaremos disso mais abaixo.