Esta é uma história fictícia, mas trata de problemas muito reais. Então, trata-se de como uma empresa, através de sua equipe de liderança, tenta se salvar. O “Projeto Fênix” é um produto dessa empresa que já não pode mais existir da maneira habitual. Os concorrentes lançam novas funcionalidades rapidamente, enquanto a equipe atual demora muito para liberar suas versões. Após esses lançamentos, a funcionalidade do produto frequentemente falha para muitos usuários devido à baixa qualidade e aos testes de integração fracos.
Entendendo a essência do problema, os gerentes da empresa tentam de todas as formas possíveis corrigir a situação, mas no começo nada funciona e tudo só piora. Há uma grande dependência de alguns engenheiros-chave, cuja ausência dificulta a manutenção dos projetos e a publicação de novas versões. Outro problema significativo são as dívidas técnicas, que só aumentam com o tempo.
Com o tempo, a equipe começa a adotar novas abordagens no desenvolvimento, especialmente nos testes e na implantação, e isso leva a resultados positivos. Agora eles não têm dívidas técnicas, e os lançamentos podem ser feitos até diariamente. Para evitar spoilers mais detalhados, vou me ater a um resumo bem breve e focar em outras mensagens do livro.
A própria tecnologia de implementação do DevOps com soluções completas de CI/CD é muito boa. No entanto, apenas a introdução das ferramentas muitas vezes não traz grande benefício ao projeto. Sim, isso permite desenvolver código rapidamente, testá-lo e entregá-lo aos usuários. Mas, para que o produto seja demandado e todo o ciclo de desenvolvimento seja o mais eficiente possível, é necessário mudar fundamentalmente as abordagens de comunicação e aprimoramento dos processos entre departamentos. Esse problema é levantado sempre de forma sutil (e às vezes aberta) ao longo do livro. Toda a construção dos processos DevOps é discutida junto com motivação, burocracia e outras nuances. Algumas dessas nuances são extremamente indesejáveis e prejudiciais. Ao longo do livro, também se pode observar como, junto com os processos estabelecidos de desenvolvimento e entrega do produto ao usuário final, mudam as relações entre as equipes.
No geral, é um livro interessante e de leitura fácil. Será útil para quem deseja se afastar um pouco do trabalho, mas sem se distanciar muito dos temas de TI. Além disso, para muitos gerentes e pessoal de liderança, seria útil ver quais problemas podem surgir com uma abordagem errada e uma má organização dos processos, e como tudo isso pode e deve ser mudado.